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A Vicky vai trabalhar com várias bases de conhecimento. O desafio é manter cada uma no seu lugar

Estou reconstruindo a Vicky, a assistente de IA que uso no dia a dia, para que ela trabalhe com várias bases de conhecimento ao mesmo tempo, uma para cada área da vida, sem misturar o que está em cada uma. A primeira etapa, que define onde cada anotação deve morar, está pronta e testada. O próximo desafio é o mais interessante do projeto: garantir que nenhuma informação seja gravada na base errada. Este diário acompanha a construção.

O que é a Vicky

A Vicky não é um produto. É um conjunto de agentes de IA que trabalham sobre um vault. É desse acervo, com projetos, reuniões, decisões e letras de música, que eles extraem o contexto para responder e escrever. A ideia é parente do LLM Wiki que Andrej Karpathy descreveu em abril: em vez de procurar nos documentos brutos a cada pergunta, a IA mantém uma coleção de páginas ligadas entre si e cuida dela, cruzando, atualizando e corrigindo.

Por que vários vaults

Um vault só serve para uma vida só, e ninguém tem uma vida só. O material de uma empresa não deveria dividir pasta com as anotações da família. E cada área pede instruções, vocabulário e ferramentas próprias: uma assistente que atende o trabalho e a casa com as mesmas regras atende mal os dois.

A Vicky federada

Por isso a nova versão, reescrita do zero (em TypeScript, para quem se importa), é federada. Cada vault é independente, com dono e regras próprias, e a mesma assistente consulta vários: um pessoal, um da empresa, um para cada projeto. Na prática, é um LLM Wiki federado.

Vicky consulta consulta consulta Vault pessoal dono e regras Vault da empresa dono e regras Vault de projeto dono e regras fronteira fronteira

O caso que mais me anima é o de quem começa num emprego novo, conecta o vault compartilhado da empresa e tem, desde o primeiro dia, uma assistente que já leu toda a documentação, inclusive as partes desatualizadas, e que ajuda a pessoa a se situar.

O que já está de pé

Parte da proteção já existe, e é determinística: funciona sem depender de que alguém, pessoa ou IA, acerte. Um manifesto, um arquivo de configuração, diz qual dispositivo guarda qual vault. E as restrições funcionam em camadas: uma regra definida no nível de cima pode ser apertada num vault, nunca afrouxada.

Regra do nível de cima vale para todos os vaults pode apertar não pode afrouxar Vault regra mais rígida Vault regra mais frouxa

O desafio: a fronteira

Cada anotação nova precisa ser gravada no vault certo, e quem faz essa triagem é a própria IA. Por decisão de projeto, a triagem não trabalha sozinha: cada decisão do modelo vai ter atrás uma trava que funciona mesmo quando ele erra. Desenhar essas travas é o trabalho das próximas semanas.

Nota nova Triagem da IA propõe o vault Trava confere a escolha em construção ok Vault IA errou bloqueia

Como estamos testando

Tudo roda primeiro em vaults de teste, preenchidos com pessoas, empresas e reuniões geradas para esse fim, sem nenhum dado real. Os agentes usam esses vaults como usariam os de verdade, e cada erro que aparece vira uma regra nova. Os próximos registros contam o que os testes ensinaram.

Publico este diário abertamente porque a Vicky não é segredo, e porque nessa área o terreno muda toda semana. Ideias para essa fronteira são bem-vindas: envie pelo Instagram, @angrio.us.

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